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CONHEÇA MAIS: PINTURA ELETROSTÁTICA Á PÓ

Leito Fluidizado

Este tipo de pintura consiste em injetar o ar (seco e filtrado) em um recipiente que possui uma placa porosa que acomoda a tinta granulada em pó. O ar que passa pela placa é regulado na medida suficiente para que o pó fique em suspenso e se comporte como um fluido. O objeto a ser pintado deve estar pré-aquecido e pronto para ser mergulhado no pó fluidizado. A simples aproximação faz com que o pó entre em contato com o objeto até que se fundam. Para que a tinta em pó fique totalmente fixada ao objeto, pode ser preciso coloca-lo em estufa apropriada para que ocorra a polimerização do mesmo. A pintura Leito Fluidizado é recomendada para revestimentos termoplásticos, que necessitam de um tratamento prévio para melhorar a aderência da tinta.

Leito Fluidizado Eletrostático

é uma evolução do Leito Fluidizado, com a diferença que a placa porosa recebe eletrodos ligados a uma fonte de alta tensão. Quando o pó entra em contato com os eletrodos, o mesmo fica carregado eletrostaticamente e isso faz com que seja atraído pelo objeto a ser pintado - que fica suspenso e devidamente aterrado-. é preciso realizar a polimerização( cura ) em estufa apropriada para que a aderência da tinta seja adequada. Este processo permite pintar objetos de formas geométricas mais complexas e oferece uma uniformidade na superfície, pois o controle da aplicação da tinta é melhor.

Pulverização Eletrostática

Ideal para pintura em larga escala para objetos complexos, pois se baseia na atração das cargas opostas (positiva e negativa), tornando o processo muito mais rápido e ágil. Neste caso, o po seco também é colocado em um recipiente, porém a tinta é enviada para uma pistola de pulverização eletrostática que lança a tinta sobre a peça. Dentro da pistola, a tinta em po é carregada eletrostaticamente e cai no fluxo de ar até atingir o objeto aterrado. A partir desse momento, o processo físico acontece: o campo elétrico se forma entre o bico da pistola e o objeto fazendo com que a tinta lançada seja atraída eletrostaticamente. A aplicação da pintura eletrostática a po pode ocorrer de duas formas: Carregamento por ionização (efeito Corona): a ponta da pistola abriga eletrodos que exercem uma potência de 100 Kv, isso faz com que o po fique ionizado e seja atraído ao objeto. Carregamento por atrito: o po entra em atrito dentro do corpo da pistola, portanto o ar não precisa ser ionizado. Neste processo o po penetra em cavidades mais difíceis, mas por outro lado, as pistolas devem ser maiores, dificultando o manuseio e diminuindo a produtividade.

A aplicação da pintura eletrostática a po pode ocorrer de duas formas:
Carregamento por ionização (efeito Corona): a ponta da pistola abriga eletrodos que exercem uma potência de 100 Kv, isso faz com que o pó fique ionizado e seja atraído ao objeto. Carregamento por atrito: o pó entra em atrito dentro do corpo da pistola, portanto o ar não precisa ser ionizado. Neste processo o pó penetra em cavidades mais difíceis, mas por outro lado, as pistolas devem ser maiores, dificultando o manuseio e diminuindo a produtividade.

Tipos de tintas utilizadas na pintura eletrostática a pó:

Epoxi: possui excelentes propriedades, é anticorrosiva, tem otima aderência e resistência química e mecânica. Aplicações indicadas: peças industriais, tubulações marítimas e terrestres, vergalhões de construção civil, etc.

Híbrido (Epoxi-poliéster): é a mistura de resinas epoxídicas e poliésteres e a cura ocorre na reação entre elas. Possui excelentes propriedades mecânicas e otima resistência química. Aplicações indicadas: revestimentos de eletrodomésticos, autopeças, móveis de aço, painéis elétricos, etc.

Poliésteres: sua base é a resina de poliéster e possui excelentes propriedades mecânicas e alta resistência ao amarelamento durante a cura. Aplicações indicadas: componentes automotivos, implementos agrícolas, esquadrias de alumínio, telhados industriais, móveis de jardim, etc.

Poliuretanos: possui as mesmas características dos revestimentos em poliéster, mas sua capacidade de atingir camadas inferiores a 40 micras é maior, especialmente nas cores escuras. Aplicações indicadas: cabines telefônicas, grades e esquadrias, máquinas, moveis de jardim, etc.

Tinta em po metálica: requer condições diferenciadas em relação à tinta de cor solida. Recomenda-se a aplicação da tinta em po metálica de uma única vez. Deve-se utilizar o mesmo lote de tinta para pintar toda a peça, afim de evitar a variação de tonalidade. A relação entre a utilização de tinta em po virgem e reciclada deve ser de 70% (virgem) x 30% (reciclada). A aplicação em grandes objetos deve ser feita mecanicamente para manter o padrão de cor.

Campos de aplicação da pintura eletrostática a po:

  •   Transporte;
  •  Eletrodomésticos;
  •  Moveis e acessorios;
  •  Construção civil;
  •  Eletroeletrônico.

Vantagens da pintura eletrostática a po

  • Grande variedade de aplicações;
  •  Dispensa o uso de solventes orgânicos;
  • Oferece mínima agressão ao meio ambiente;
  •  Possibilidade de alto grau de automação;
  •  Rapidez na troca de cores, pois não há necessidade de utilizar solventes para limpeza;
  •  Economiza energia, pois há baixo consumo de ar nas estufas;
  •  Não ocorre perda do material na aplicação. O po que não fica na peça é reaproveitado. O rendimento é de 98%;
  •  A aplicação ocorre em uma única camada em geral, não necessita primer;
  •  Elevada resistência química e mecânica (impacto, corrosão, radiação U.V., etc.);
  •  Possibilidade de conseguir camadas de 30 a 500 micra;
  • Acabamento final atraente e de alto nível;
  • O investimento em equipamentos é menor, pois as estufas não precisam de cortina d'água, unidades de renovação de ar, controle de poluição e zonas de flash off.

Cuidados na aplicação da pintura eletrostática a po

  • Os equipamentos operam com até 100.000 volts e ionizam até 9,0 m² ao redor do operador, portanto é imprescindível utilizar os equipamentos de segurança;
  •  Somente operadores treinados devem manipular os equipamentos;
  •  A plataforma de operação deve estar aterrada;
  •  Deve ser feito o intertravamento de alimentação do equipamento com o sistema de ventilação da cabine;
  •  No aterramento deve ser utilizado fio de 4,0 mm de bitola, de acordo com as normas da NBR 5410;
  • Aterrar todo o sistema de pintura para que a descarga da carga estática seja direcionada para a terra;
  • As gancheiras devem estar sempre limpas para evitar faiscamentos, que podem queimar os equipamentos;
  • O operador também deve estar com equipamentos de aterramento, seja pela pistola ou braceletes;
  • Sempre realizar manutenção nos equipamentos. Se for necessária a troca de peças, utilizar sempre as de boa qualidade, caso contrário pode ocorrer fogo na parte interna da cabine (Flash Point) e possível dano físico ao operador;
  •  A manutenção deve ser feita por profissionais especializados e capacitados para garantir o correto funcionamento do equipamento.